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Em homenagem à ilha de Moon e sua nova zona, disponível na próxima atualização, nós lhes traremos uma série de devblogs de background para que vocês conheçam aos poucos seus habitantes: este fim de semana, a Lenda dos Crocodyls será desvendada.

Nova zona, novos calabouços, novas missões... A próxima atualização trará um conteúdo de alto nível e um grupo de monstros inéditos! O Mundo dos Doze está cheio de histórias e nós queremos mostrar-lhes a história por trás dos monstros de WAKFU! Criaturas assustadoras, ferozes e vindas de muito longe. Como elas chegaram lá? Este texto de background, escrito por nosso especialista [Ryf] revela a história da próxima família com dentes de WAKFU, os Crocodyls. Acompanhe com a gente a história de Jan Honning Speck, um intrépido explorador...

Prólogo

A Arena Dunylo, embarcação de contrabando sob o comando do capitão Crook, era especializada no transporte de animais "exóticos" e acumulava um dinheirinho extra no fim do mês ao levar exploradores intrépidos ou Enutrofs avarentos e suas mercadorias não muito legais. E quando dizemos "exóticos" não estamos nos referindo a belos Feralbatrozes tigrados, mas a criaturas tão raras e perigosas quanto Lacrastins ou larvas de Kralamor gigante. Reza a lenda que eles uma vez recuperaram um Shushu em liberdade para entregá-lo a Brakmar, seu porto de origem.

Ou seja, os membros da tripulação tinham muita experiência com tudo o que era raro, difícil e mortal.

Mas essa não era a única peculiaridade do navio. Quando uma entrega não era paga, ou quando o destinatário "desaparecia" misteriosamente, a mercadoria se tornava propriedade do capitão. Essa carga "especial" era, então, usada para fins lucrativos na sala de jogos clandestina instalada no porão, do qual a embarcação tirava seu nome estranho.

Em uma arena onde os únicos resultados possíveis eram a vitória ou a morte, os combatentes mais corajosos, ou os mais loucos, enfrentavam criaturas mortíferas na esperança de levar uma parte das apostas feitas pelos clientes do cassino clandestino. Mas pouquíssimos participantes conseguiam sair vivos, e mais raros ainda eram os que conseguiam sair ilesos, seja física ou mentalmente. Os mais azarados geralmente iam parar no mar, virando comida para Pesk.

Esses jogos mortais – contra os quais as autoridades das Quatro Nações nada podiam fazer, já que o cassino clandestino só abria as portas quando o navio estava ancorado longe de todos os mares territoriais – enchiam os bolsos do capitão e de sua tripulação.

Quando o explorador Jan Honning Speck entrou em contato com o capitão Crook a respeito de uma carga particularmente "sensível", ele não imaginava que ela representaria o fim da Arena Dunylo. Jan precisava de ajuda para transportar algumas criaturas ferozes para o seu museu vivo, um zoológico onde ele guardava os animais mais raros que encontrava durante suas viagens pelos quatro cantos do mundo.

E, desta vez, as criaturas não eram nada menos que Crocodyls selvagens.

Episódio I - Os Crocodyls selvagens

Durante muito tempo, esses primos primitivos dos Crocodyls que percorriam as ruas de nossas cidades no início da Era dos Dofus foram considerados uma espécie extinta e esquecida definitivamente há vários séculos. Pode-se dizer com certeza que ninguém sentia falta desses seres canibais e antropofágicos, que mediam entre 2 e 3 kametros sem a cauda. Mas Speck, enquanto procurava um misterioso Papatudo unicórnio em uma terra distante, descobriu um pântano onde os Crocodyls selvagens prosperavam.

Tomado pelo medo, ele saiu correndo o mais rápido possível. Mas ele não conseguiu tirar essa descoberta da cabeça, e sua obsessão pela coleção de exemplares vivos de criaturas raras fez com que ele voltasse ao local algumas semanas mais tarde, acompanhado de alguns caçadores e mercenários.

Ele conseguiu capturar uma dezena de espécimes. Em seguida, retornou ao continente para contratar os serviços de um transportador sem escrúpulos que não se importasse com o tipo de mercadoria que ocuparia seus porões. O capitão Crook, com sua Arena Dunylo, era o homem ideal para este trabalho.

Como bom Enutrof e contrabandista, Crook negociou habilidosamente a tarifa com Speck, buscando, é claro, tirar vantagem do negócio e deixando algumas ameaças implícitas.

Uma vez selado o acordo com um aperto de mão viril, e após o depósito da metade do valor do transporte, o navio zarpou em direção ao local onde os espécimes seriam recuperados. A viagem foi rápida e sem imprevistos. Crook cuidava muito bem de seu cliente, mas ideias sombrias já brotavam em sua mente.

Ao chegar ao acampamento, Jan ficou bastante decepcionado: diversos caçadores e mercenários estavam ausentes e outros estavam em um estado lamentável. Mas o pior era que mais da metade dos Crocodyls havia desaparecido! Um dos sobreviventes explicou que as criaturas cativas tinham começado a devorar umas às outras, e que muitos homens se feriram ou pereceram tentando separá-las e colocá-las em jaulas individuais.

Um silêncio fúnebre e uma atmosfera sombria pairavam enquanto as jaulas eram colocadas a bordo da Arena Dunylo, sob o olhar divertido do capitão Crook. O incidente relatado só serviu para reforçar e esclarecer seu plano.

Episódio II - O começo do fim

Crook continuava cuidando muito bem de seu hóspede, mas ele descia regularmente ao porão para observar os Crocodyls quando Speck não estava lá. Quanto mais ele os observava, mais se convencia de que seu plano era perfeito: Speck seria vítima de um "acidente" durante a viagem e os Crocodyls passariam a ser propriedade sua. As criaturas se tornariam as estrelas de seu espetáculo na arena clandestina.

Ele alegou maus presságios meteorológicos como pretexto para fazer um desvio de alguns dias, o tempo necessário para planejar o acidente. Ele reuniu seus oficiais e, ao longo de uma noite de discussões maquiavélicas, juntos estabeleceram a estratégia para se livrar do explorador sem levantar suspeitas dele nem de seus colaboradores a bordo. Eles não podiam simplesmente matar a todos enquanto dormiam: muitas pessoas no continente estavam aguardando o retorno de Speck e sua carga, então um desaparecimento inexplicável seria um bom motivo para que as autoridades acusassem o capitão Crook, colocando em perigo a atividade extremamente lucrativa do cassino clandestino.

Estava decidido: dentro de uma semana, o erudito Jan Honning Speck faleceria ao descer ao porão, assassinado por um dos Crocodyls que teria conseguido escapar. A criatura seria abatida e entregue às autoridades junto com o corpo de Speck.

Apenas três homens da tripulação, além do próprio Crook, estava a par do esquema. As longas noites de bebedeira, no entanto, acabaram soltando as línguas e, aos poucos, mais da metade da tripulação ficou sabendo do plano. Foi assim que um dos mercenários de Speck descobriu a tramoia dois dias antes da data prevista, ao ouvir a conversa de dois marinheiros embriagados de leite de bambu bem fermentado. Furioso ao receber a notícia, Speck pensou em pedir a seus homens que tentassem tomar o controle do navio, mas havia muitos feridos e os marinheiros eram muito numerosos.
Speck pensou duas vezes e optou por elaborar um novo plano, tranquilizando seus homens. Tudo deveria ocorrer rapidamente.

Episódio III - Devorar ou ser devorado

Speck deu a ideia de organizar uma festa. Todos os marinheiros seriam convidados a fim de celebrar o retorno próximo ao continente. Ele se propôs a cobrir todos os gastos. Crook, como qualquer Enutrof que se preze, não pôde recusar tal oferta. O navio atracou no primeiro porto que encontraram e Speck foi com seus homens comprar os comes e bebes. A maioria dos mercenários permaneceu no porto, sob o pretexto de que estavam cansados da viagem. Crook viu ali um bom presságio para seu plano de eliminação do Speck. O barco voltou ao mar naquela mesma noite. As águas estavam bastante calmas, apesar das nuvens negras que surgiam no horizonte. Speck participou pessoalmente dos preparativos das festividades. Ele aproveitou para colocar discretamente algumas ervas soporíferas nos barris de bebida. A festa foi um verdadeiro sucesso. A rotação dos turnos foi acelerada para que todos pudessem aproveitar as comidas e bebidas gratuitas, pois ninguém podia recusar esse maná que vinha quebrar a monotonia das refeições compostas exclusivamente de Pesk seco e do mingau do cozinheiro. Embriagados e entorpecidos, quase todos os membros da tripulação pegaram no sono, espalhados pelo convés. As nuvens se aproximavam, cada vez mais ameaçadoras. Tudo estava ocorrendo como planejado. Speck, então, decidiu agir.

Ele desceu ao porão com as mãos trêmulas, sua determinação colocada à prova. Mas, no fim das contas, era tudo muito simples: matar ou morrer. Ele apertava o cabo da faca em sua mão com tanta força que suas articulações estavam brancas.

Ele se aproximou das jaulas. Não era mais possível recuar, o mais difícil já havia sido feito. Fugir não seria suficiente, pois o navio alcançaria rapidamente o bote no qual ele planejava escapar. Na escuridão, os Crocodyls estavam começando a ficar agitados. Speck amarrou as cordas para abrir as jaulas simultaneamente. Em seguida, ele se trancaria em uma das jaulas vazias.

Ele puxou a corda. As jaulas se abriram. Os Crocodyls ficaram desnorteados a princípio, mas logo começaram a sair das jaulas e explorar o porão. Dois espécimes estavam começando a se interessar por Speck quando um barulho surdo vindo do convés desviou a atenção deles. Todos os Crocodyls se dirigiram às escadas. Agora não havia mais volta, o destino da Arena Dunylo estava selado.

Dos pântanos sombrios eles surgem...

Fim da Parte 1
 

O que o futuro reserva para Speck e a tripulação da Arena Dunylo? Conseguirá Speck sair dessa situação? E os monstruosos Crocodyls? Estará a Arena Dunylo condenada? Vocês descobrirão isso e muito mais amanhã, na segunda parte da lenda!