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[OS CONTOS DA TABERNA]

Por iSetekh 23 Maio 2016 - 00:24:30
Os contos da Taberna por sua vez são postagens semanais do blog da guilda Corvos de Efrim. Trata-se de One-shots de personagens tanto da guilda quanto de todo o mundo dos doze, trazendo então as mais diversas aventuras dos mesmos. Espero que gostem de cada EP. que será aqui postado.


CORVOS DE EFRIM, O lar dos guerreiros, a casa dos sonhadores
Bem vindos aos contos das taberna
PRIMEIRO EPISÓDIO: A PROTEÇÃO DO HUPPERMAGO
viva sem o perdão, ande sem a visão, mate sem pensar, sobreviva.

E certamente aquela não seria a ultima, e também a primeira não foi. Muitas vezes no passado as aventuras daqueles jovens aventureiros eram contadas, mesmo que por alto diante suas dificuldades e caminhos conturbados. Jugo caminhava vagarosamente dentre as trilhas da localidade da guilda, carregando em suas costas um grande cesto com pedaços de madeira empilhados, por sua vez, lenhas. Logo atrás, crianças e jovens cantando e dançando o seguiam exibindo um largo sorriso ao rosto: iriam pela primeira vez ouvir a canção do bardo. Ao chegarem a um ponto mais distante da mansão da guilda, montaram então seu acampamento. A fogueira fora acesa com uma runa. Assim não vale! Protestou uma pequena Sadida. Jugo sorriu enfim para as crianças ao notar o trabalho feito e decidiu iniciar então com aquela peça. (…) O crepusculo da noite era cortado pelo calor da fogueira, e logo pontos brilhantes feitos unicamente de luz surgiam ao ar ainda que próximos ao solo, aquele era o poder do Huppermago.

A luz tomava formato e logo as runas eram marcadas, criando figuras, desenhos e trazendo a cada uma daquelas crianças, sensações as quais algumas já haviam vivido. Outrora protegido, perdido ao mar, a criança com a runa e a donzela do ar. (…).

Cansada deveras estava. O suor escorria ao rosto fino e alvo da mulher diante o deserto de Espetárida. Cactos corriam ao lado de fora dos cercados enquanto a guarda do acampamento local se mantinha a postos para defender o mesmo de um ataque a qualquer o mento. O seu nome? Aether. O vestido longo e fino cobriam seu corpo enquanto uma espécie de grande mochila carregava não apenas seus pertences comuns, mas também a ânfora onde as cinzas de seu amado Sacrier foram depositadas. Aquilo lhe valia a vida. Atônita ao chegar à fonte do vilareijo, encheu seu cantil e bebeu da água, limpando do rosto o suor e então prosseguindo com sua missão: descobrir o paradeiro dos desaparecidos daquela vila.
Caminhou até a pousada do local onde fora atendida por uma senhora baixa. Seu olhar trazia fúria, cansaço, além de uma sede evidente por dinheiro. Bem vinda senhorita, no que posso ser útil? Disse a senhora que não tardou para receber a sua resposta. Um lugar pra ficar, um banho, jantar e informações sobre o paradeiro dessas pessoas. Pousou um folheto de desaparecidos sobre a mesa enquanto atônita a pequena senhora permaneceu. Você pode ajudar? Meu marido também se perdeu, e tudo o que nós sabemos é que todos sumiram ao tentar cuidar da maldição da fonte… A curiosidade de Aether fora maior do que sua fome naquele momento. Parou para escutar a senhora desde os detalhes mais irrelevantes até a informação de localização na qual daria a mesma a oportunidade de iniciar a sua busca.
As horas se passavam e o sol passava a se por, e se tinha algo em mente era que de noite as coisas eram mais perigosas, e com toda certeza, melhor de serem exploradas. Após o jantar, os kamas foram depositados a mesa da senhora. Sua destra a parou em um aviso com a própria noite ao deserto, mas escutar ela não quis, partindo ao desconhecido, este que habitava a Fonte de Espetárida.
O primeiro passo daquela noite era sobreviver ao frio e às rajadas de vento que, a cada instante tornavam-se mais fortes. A mulher, concentrada, utilizava então da brisa quadrimental para acalmar os ventos ao seu redor, enquanto caminhava diante as nuvens de areia. Uma corda guiava pelo desfiladeiro e a ela se agarrou. Seguiu em passos ágeis por mais meia hora até, finalmente, após o precipício e a ossadas deterioradas, chegar a entrada da caverna. A noite a abraçava e a tocha era erguida ali dentro. O vento assoviava ao lado de fora e então, com passos firmes, abraçou o perigo. A runa roxa se acendia às suas costas clareando ainda mais o local. Os borcegos voavam para fora e o ar tornava-se mais úmido. Após um bom tempo no qual a escuridão e a atenção não deixaram a jovem contabilizar, uma luz fora vista: era o oasis no qual a senhora comentou. A luz em ouro cintilava em suas aguas puras e rasas, trazendo beleza e escondendo o perigo que o local trazia. Sacou um bastão e apagou a tocha, prendendo-a em suas costas para o caso de uma emergência. O lago fora observado de longe e, finalmente, o barulho do rolar de uma pedra. Aether virou-se agilmente erguendo o bastão e interceptando o golpe de um homem. Em sua testa, uma marca vermelha brilhava e esta em um olho holográfico surgiu ao meio do lago. O tentáculo pulou e exposto ele se manteve. Diante a distração, ela lançou-se para o lado e bateu na perna do inimigo com o bo, não tardou para que o mesmo reagisse e sacasse duas lâminas para o combate. O tentáculo se mexia de forma que poderia se prever quando o mesmo iria cair, e a guerreira rúnica não deixaria ser abatida daquela vez. A primeira investida do moreno fora dada e, no ultimo segundo, ela girou ao lado, fazendo com que o outro tropeçasse aos seus pés com uma pequena ajuda de seu calcanhar. Antes do homem encostar ao chão, o bo girou e atingiu sua coluna, empurrando-o ao solo com voracidade. Não se movia, estava desacordado. A guerreira então pulou para trás ao sentir o vento vibrar e o tentáculo envolveu o homem ao atingí-lo ao chão. A energia vermelha recarregava então aquele que estava fraco para que se repuzesse a batalha. Novamente, ela entrou em embate, desta vez indiretamente. Jogou-se ao lago e atingiu a base do mesmo com o bo, criando então sobre si quatro runas ao projetar a absorção elementar ao seu corpo. Após isso, uma forte flecha surgiu ao céu e caiu sobre o tentáculo, destruindo o mesmo em mil pedaços. Naquele instante, tudo ficou escuro, e novamente claro como a luz. Uma joia fora encontrada ao meio do oasis e então catada e guardada. As peças de ouro ao fundo brilhavam e desapareciam, e os pequenos bichos que tomaram conta da cidade passaram a tomar sua forma humanoide. Certamente, não seria nem a primeira nem a ultima vez que aquele tipo de coisa aconteceria, muito menos ali, mas ela estaria sempre pronta para outra.

O dia quase amanhecia para Aether e, a quantidade de pessoas salvas era descomunal. Para sua surpresa, um casal e uma criança surgiram gravemente feridos, entretanto o estado dos dois mais velhos era extremamente pior. Não falavam, apenas tinham o olhar de suplica para que o pequeno menino fosse cuidado. Sem nome, sem familia, apenas três anos, Aether o abraçou e o acolheu com sua luz, trazendo então essa clareza ao coração daquele que outrora fora engolido pelas sombras do inimigo, e então esse pequeno se chamou Jugo, o pequeno aprendiz de magia.

E assim veio a surgir uma familia para ele,
e então tudo sumiu: o desespero e a dor,
diante da aversão e do caos, um caminho ela criou,
e com todo o seu poder, ele recebeu o amor.

Jugo assim contou a sua história. Enquanto uns caiam ao sono, outros batiam palma entretidos e se colocavam ao dormir em suas barracas.
Na manhã seguinte, refletindo na história, em homenagem as suas mães nquele dia tão importante, as crianças passaram a plantar flores pelos jardins da guilda, trazendo beleza para que suas mães pudessem admirar, aquele era o minimo a se dar às mulheres fortes que os criaram, sejam sozinhas como a mãe do Huppermago ou com seu núcleo familiar – independentemente de sua formação. Aquele era o dia de comemorar pela pessoa mais importante para cada um deles, aquela que definitivamente não iria nunca deixá-los de lado ou os abandonar. Aquela fora a sua homenagem às mães.
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