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[Conto] Aquele que Venceu

Por RayLamperouch 25 Abril 2019 - 23:14:14
Esta é a história de background do meu novo personagem. Ficou um pouco longo, mas espero que, quem leia até o fim, goste e divirta-se!

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Vou contar a vocês a história de uma pobre alma que teve seu destino completamente mudado por um descuido de seus pais e, talvez, pelo querer de uma deusa.

Há muitos anos atrás, na grande nação de Bonta, havia uma pequena família. Thorfin, um grande guerreiro Iop que deixou o fronte para virar comerciante e cuidar de sua amada Katrine, uma Cra com mira excepcional que aposentou seu arco após um acidente em uma jornada rumo ao Monte Zinit, para dedicar-se aos cuidados do fruto de amor destes bravos guerreiros.

O pequeno Ray nasceu em uma casa confortável e com toda regalia que um jovem Iop pode receber. Desde pequeno, seu pai o ensinava a ser um bom rapaz e lutar sempre à favor de quem amava. Dentro de seu lar não haviam muitas regras, mas apenas uma, muito rígida, foi imposta por seu pai: "Jamais, em hipótese alguma, entre no escritório do papai. Há coisas perigosas por lá." - Mesmo com pouca idade, Ray sempre obedeceu e ouvia atentamente os dizeres dele.

Certo dia, pela madrugada, chovia bastante e um trovão despertou o pequeno, que levantou da cama assustado e começou a chamar seus pais. O som da chuva lá fora impediu que ele fosse ouvido, que o fez sair do quarto e ir atrás deles no meio da noite. Casa escura e poucas velas acesas.

No meio do caminho um feixe maior de luz chamou a atenção do pequeno Ray. Uma luz brilhante que vinha de uma porta semi aberta. Era o escritório de Thorfin. O pequeno sabia que não podia entrar lá, mas o medo o fez acreditar que seu pai estaria lá dentro e então, foi até a porta e entrou.

No escritório havia uma mesa com muitos papéis, estantes com livros, armas penduradas nas paredes e a fonte de tamanha luz: um Portal Zaap ativo. Os olhos do pequeno cresceram com tamanha energia emanando daquele portal. Um sorriso brotou. Seu medo da chuva cessou e ficou parado em frente ao portal por alguns minutos, imaginando onde aquilo poderia levá-lo.

Seus pensamentos foram interrompidos por uma voz rouca e ardilosa, vindo do seu lado direito:

- Ei, garoto, você é o filho do Thorfin, não é? - Espantado, Ray olhou para onde estava vindo aquela voz. Era um artefato mágico que estava dentro de uma redoma de vidro. Tinha um olho imenso que encarava o pequeno Iop.

- Si..sim, sou eu. Você... é um Shushu? - perguntou Ray.

- Ah, não importa garoto, você tem que me ajudar, ok? Não aguento mais ficar preso aqui. Está vendo este portal? Eu posso ativá-lo para me levar para casa, mas não consigo fazer nada estando aqui dentro. Pode me ajudar?

- Mas... o papai disse que eu nunca poderia entrar aqui. Alias, eu não deveria...

- Olha, olha... - interrompeu o artefato - Eu sei o que seu pai te disse, mas sei que ele também te disse que deve sempre ajudar os outros, correto? Então você tem que me tirar daqui. Seus pais estão dormindo e nem vão saber que esteve aqui. Agora me ajuda!

O pequeno Ray ficou pensativo e, mesmo querendo ir embora, resolveu ajudar o artefato. Chegou perto da redoma e com as duas mãos a retirou. O artefato deu um suspiro de alívio e disse:

 - Ah, a liberdade! Agora me pegue e me deixe próximo ao portal, jovem. - Ray o pegou com cuidado e fez conforme lhe foi pedido.

- Ótimo! Agora, para o Reino Shukrute, seu portal miserável! - Ordenou o artefato para o portal, que num movimento bruxuleante de luz, fez abrir um caminho para o Reino onde ninguém deveria ir. O pequeno amedrontou-se e apertou com força aquele artefato ao ver o cenário que havia sido aberto. Pedras negras, fogo e terríveis criaturas com olhos esbugalhados.

De repente, uma voz veio do corredor:

- Ray é você? - era a voz de Thorfin.

- Droga, ele acordou! Desculpe garoto, não temos tempo, preciso partir antes que Thorfin apareça! - praguejou o Shushu. Num grande impulso o artefato se lançou-se no portal, levando consigo o pequeno Iop. Eles passaram pelo portal e, imediatamente depois, ele se fechou.

O artefato, que agora tinha uma forma de uma criatura negra e chifruda, gargalhou com seu sucesso de voltar para o seu destino. Voltou-se para trás e viu Ray, um pobre Iop no chão que se levantava com esforço.

- Ora, ora! O que vamos fazer com você agora, heim? Hahaha! Meus amigos vão gostar muito de brincar contigo! - disse a criatura. Ray levantou-se assustado, olhando ao redor e começou a chorar. No seu desespero, chamava por seus pais e saiu em disparada. Correu para algum lugar onde pudesse se esconder no meio de todo aquele lugar quente, com cheiro de enxofre e repleto de criaturas abominantes.

Enquanto corria tropeçou inúmeras vezes, machucou-se, foi assustado pelas criaturas que o fazia desviar do caminho e que o deixava cada vez mais amedrontado. Seu fôlego já estava se esgotando, quando derrapou em uma pedra que o fez cair em um buraco, não muito profundo, mas que o fez parar. Caído e sem forças, entregou-se ali mesmo e desmaiou.

Tempo depois o pequeno Ray despertou. Ainda cansado e machucado, colocou-se de pé e analisou toda a situação. Aquele buraco parecia seguro para estar. Ao menos as criaturas não entravam e o cheiro de ovo podre não era tão forte.

- O que eu vou fazer agora? Sozinho nesse fim de mundo. Quero meus pais! Quero minha mãe! Como vou sair daqui? - Indagou-se e lamentou-se por muitas horas. Uma alma tão jovem perdida em meio ao caos. Chorar não o ajudaria. Tentou manter-se calmo e com o pensamento de que, em algum momento, alguém viria ao seu socorro.

Um dia inteiro se passou. Sentado ao chão e abraçado às pernas, ouviu um barulho alto, como algo rangendo os dentes. Por sua sorte, não era uma criatura, mas sim sua barriga que uivava de fome. Sem saber como resolveria isso, lembrou-se de algo:

- Meu pai sempre me ensinou que deveria orar para o deus Iop para ele me ajudar quando eu não pudesse fazer mais nada. Bem, vou fazer como meu pai fazia... - ajoelhou-se e pediu: - Senhor Iop supremo com cérebro de maça e força de uma montanha, me traga mantimentos para saciar minha fome. Obrigado! - terminou sua oração, levantou e ficou indo de um lado para outro dentro de sua nova casa, esperando uma resposta de sua petição.

Do lado de fora, um barulho. Como se algo tivesse caído perto da entrada de onde estava. Ray colocou metade da cabeça para fora e avistou uma caixa. Estava alguns metros de distância e era possível ler: "Mantimentos... cérebro de maça é a sua vovózinha!". Abriu um sorriso de orelha a orelha, mas sua alegria foi rapidamente cessada quando se perguntou: "Como vou sair daqui? Tem um monte de monstro lá fora!" - Voltou para dentro e ficou pensando no que fazer.

- Preciso ser forte, como papai me ensinou. Se vou viver aqui, preciso sobreviver! - disse, encorajando-se. Tirou sua camiseta, rasgou-a e fez uma faixa, que colocou na cabeça. Tirou os sapatos e os calçou em suas mãos, como se fossem luvas de boxe. Saiu devagar do seu esconderijo e fitou a caixa com determinação. Não demorou muito, várias criaturas voltaram seus olhos para o pequeno e foram em sua direção para atacá-lo.

O pequeno mais esquivou-se do que realmente bateu. Foi ferido diversas vezes, mas tirava força a cada novo arranhão. Com muito esforço chegou até a caixa. Subiu em cima dela e ficou gritando palavras para afugentar os shushus que ainda tentavam derrubá-lo. Exausto, deixou-se cair sobre a caixa.

- Acabou, não consigo mais! Eu ainda tenho que voltar. Não tenho mais forças. Meu fim é aqui...

Neste momento, manchas negras brotaram do chão. Elas pareciam vivas e começaram a chicotear e afastar as criaturas em volta da caixa. Uma enorme mancha de sangue pintou-se em formato de círculo e limitou uma área em volta de onde ele estava. As criaturas pareciam não conseguir atravessar além daquela marcação. Ray levantou-se, abismado e perguntando-se o que poderia ter acontecido.

- Não, querido Ray. Ainda não é o seu fim. - disse uma voz suave, mas ao mesmo tempo pesada, como se sofrimento e alívio falassem juntos. Num piscar de olhos, uma imagem apareceu em frente ao pequeno. Era uma mulher esguia, de pele acinzentada, cabelos bagunçados e com feição de dor. Em seus braços, tatuagens vermelhas que mais pareciam manchas de sangue, que cobriam-lhe as mãos. No pulso, algemas. Pelo corpo, correntes. Nas costas, asas negras. Ray reconheceu em pouco tempo. Era a própria deusa Sacrier.

- O...o que a senhora faz aqui? - perguntou Ray.    

- Eu gosto de passear pelos lugares mais moribundos do Krozmo e lamentar as almas perdidas, os corpos daqueles que morreram, chorar e honrar o sacrifício de meus filhos... enfim, não é um passatempo maravilhoso, mas é meu dever. Estive te olhando desde que caiu naquele buraco, que aliás dei muita risada! Foi muito engraçado quando você... Cof cof, ahã, bem... estive te observando e vi em você um imenso potencial, jovem alma. Apesar de ser um Iop, seu sacrifício em buscar seu alimento me fez querer tê-lo para mim. Conversei com aquele cérebro de maça, o deus Iop, e ele me permitiu vir conversar contigo e lhe fazer uma oferta.

- Uma oferta? - questionou Ray.

- Sim, meu jovem. Apesar do Iop poder te dar força e coragem para enfrentar todas as suas dificuldades, baseado em sua breve vida, acredito que eu possa te oferecer o poder necessário para buscar a vingança sobre estas criaturas horrendas desta terra. Sem contar que Ushu, rei de Shukrute, irá tentar tê-lo para si. Não posso permitir. Por isso, te ofereço... os poderes do Sacrier!

- A senhora não poderia simplesmente me tirar daqui e levar de volta para meus pais? Afinal, você é uma deusa e...

- Cala a boca, moleque! Você acha que eu sou táxi agora? Eu tenho mais o que fazer... cof cof... desculpe. Infelizmente, não posso simplesmente interferir tanto na sua vida, jovem alma. Posso apenas oferecer maneiras de sobreviver. Gostei de você e quero te ajudar. Quando estiver forte o bastante, poderá sair destas terras por si mesmo e encontrar seus pais. E então, vai aceitar minha oferta?

Por alguns instantes Ray lembrou de toda sua pouca vida e que precisava voltar para sua casa. Sabia que não conseguiria sair daquele lugar tão cedo. Não sem poderes. Não sem se tornar mais forte.

- Eu aceito, deusa Sacrier. Me aceite como seu servo. Em troca, me traga mantimentos e conceda seus poderes. - disse com firmeza.

- Excelente! Fique tranquilo, jovem Ray, pedirei para trazerem mantimentos para você e estarei te vigiando. Cresça, seja forte e não esqueça de tentar vencer Ogrest quando tiver um tempinho, ok?

A deusa fechou seus olhos, estendeu as mãos para aquele pequeno garoto e disse:

- Eu, a Mãe de Toda Dor, a Donzela de Ferro, a Dama Escarlate, o Anjo da Compaixão... acho que são só esses títulos... te concedo o poder do sacrifício. De agora em diante, você se torna um Sacrier. Meu filho. Castigue o mal, proteja os protetores e blá blá blá... é isso!

No momento em que se encerrou suas palavras, Ray sentiu como se todo o sangue de seu corpo fluísse com muita velocidade. Sentiu o corpo quente e um poder lhe tomou. Em suas mãos e braços, manchas se moviam e formavam tatuagens que pareciam obedecer o querer de seu mestre.

- Agora pegue essa caixa e volte para seu esconderijo, meu filho. Devo partir agora... e nada de tomar aspirina, heim? - e com a mesma rapidez que apareceu, se foi. A proteção de sangue desapareceu e os shushus estavam doidos para atacar aquele ser, até então, indefeso.

Começaram a jogar pedras contra o pequeno. As pedras pareciam não fazer nenhum efeito. Elas batiam, arranhavam, mas Ray permanecia imóvel. Até que uma lança foi lançada e acertou o peito do garoto, que caiu para trás. Os shushus aguardaram a reação. Ray se levantou, tirou a lança do peito, sorriu e disse: - EU QUERO MAIS! - E partiu ao ataque!

O jovem ainda não tinha todas as habilidades de luta para enfrentar todos de uma vez, mas pegou a caixa, colocou nas costas e sai correndo. As tatuagens se moviam e batiam nos shushus, que saiam correndo. A cada novo arranhão, um novo gás para continuar. Finalmente, entre tapas e machucados, chegou ao esconderijo. Abriu a caixa, comeu e dentro da caixa havia uma fotografia. Na imagem, seus pais e ele em frente à sua casa em Bonta. Segurou as lágrimas e deitou-se, ofegante. Aos poucos, seus cortes iam se fechando, mas o cansaço vinha pesado como uma montanha sobre suas costas. Aquele dia ele adormeceu com a fotografia em mãos.

Muitos anos se passaram e Ray já estava quase na fase adulta. Sair do esconderijo já não era uma tarefa difícil. Acostumou-se com o ambiente quente e a lidar com os shushus. Evitava ser visto por outros aventureiros que atreviam-se a passar por ali. Apesar de tudo, sua forte vontade de destruir todas aquelas criaturas o fez se tornar um Sacrier frio. Não tinha piedade de nenhuma criatura que aparecia em sua frente. Inúmeras vezes foi tentado por Ushu a entregar sua alma para ele, mas negou todas as vezes. Ao contrário, colocou em si uma nova missão: destruir Ushu a qualquer custo.

Em um determinado dia, como de costume, saiu para caçar. Demorou mais que o normal para voltar para casa. Voltando, bem tarde, avistou um grupo de aventureiros em volta do esconderijo. Quebravam as pedras e cavavam mais fundo atrás de relíquias. Eram 5 Enutrofs, cegos e controlados pelas promessas que Ushu fez a eles.

- O que estão fazendo? Saiam daqui, esta é minha casa! Parem! - ordenava Ray, mas era inútil. Eles continuavam a cavar e vasculhar os pertences do sacrier. Ray tentava empurrá-los, mas eram muitos e bem armados. Um deles achou o porta retrato com a foto da família e, sem pensar, o quebrou e rasgou a foto, dizendo que aquilo não valia nada para eles.

Atônito, Ray desistiu de resistir e deu alguns passos para trás, apenas olhando o que acontecia. Uma gargalhada maléfica se ouviu ao fundo. O sacrier procurou a fonte da risada e olhou para trás. Era Ushu. Aquela imagem gigantesca de um amontoado de pedras negras, embebidas de lava e fogo.

- Haha! Vejam só. O tão forte e destemido sacrier sem forças para defender sua própria casa. To vendo que essa deusinha te ajudou mesmo, heim? Se tivesse aceitado ser meu servo, sua casa não estaria assim. Talvez eu até teria te levado embora daqui. Sabe o que te falta? Raiva! A mesma que me deu um lugar naquele panteão ridículo. Só ela vai te fazer acabar com esses Enutrofs. Anda, ceda à ela! Proteja sua casa! - disse Ushu.

Ray foi tomado por um ódio que jamais havia sentido. Não conseguiu responder nada para Ushu. Apenas virou-se novamente para os Enutrofs e cerrou os punhos. Estava determinado a matar aquelas inocentes almas, controladas por Ushu. Num impulso de raiva, partiu para cima deles, porém, segundos antes de desferir o primeiro golpe uma voz alto ouviu-se por todo Reino Shushu: - NÃO!

Sem saber explicar, Ray não estava mais ali. Não estava mais no Reino Shushu. Os Enutrofs já não estavam mais e não havia mais nada a não ser luz. O sacrier viu-se em um ambiente completamente claro, sem nada ao redor. Existia apenas ele e mais nada.

- Ufa! Essa foi por pouco... - Ouviu Ray. Era uma voz suave, mas pesada. Sofrimento e alívio, juntos.

- Deusa Sacrier? - Ray virou-se para trás e lá estava ela novamente. - O que você faz aqui?

- Você viu o que ia fazer, seu moleque? O que eu temia, aconteceu. Ushu conseguiu tirar a bondade do seu coração. A raiva te tomou a ponto de não enxergar que ia matar almas inocentes. O mal ia te corromper.

- Me perdoe, Sacrier! Eu sempre fui um bom servo, mas não suporto mais viver aqui. Ushu fala comigo todos os dias. Até que ponto consigo ser forte? - desabafou Ray.

- Ah, é uma pena, pobre alma. É uma pena que seu destino tenha te trazido para uma jornada tão pesada e amarga. Não há muito que eu possa fazer agora. Quando voltar, estará mais vulnerável à Ushu. Não estou afim de falar com aquele gorducho. As coisas não andam boas no Panteão.

A feição de Ray mudou. Seu rosto era somente ódio e maldade. Completamente fora de si, disse:

- Se você não pode fazer nada por mim, então eu terei que matá-la! - O sacrier avançou com todas as forças para cima da deusa que, apenas com um levantar de mãos, fez as pernas de Ray travarem.

- Eu posso fazer algo por você, meu filho. Só há uma coisa a fazer. Você deve renascer. Começar sua vida novamente. Você não se lembrará do sofrimento que passou, com tanto ódio e amargura, mas se lembrará das experiências, de que viveu no Reino Shushu e principalmente, lembrará que no final, tomou a decisão errada de escolher o caminho de Ushu. Não é desse tipo de sofrimento que nós, Sacriers, tiramos nossas forças, mas sim do sacrifício à favor dos fracos e oprimidos. Tiramos da dor alheia nossos poderes.

- Você continuará como meu filho, pois gosto de você. Ainda não esqueci daquela queda que me fez rir. Porém, farei seu caminho ser diferente. Seguirá por uma jornada com mais luz. Aprenderá coisas novas. Fará novos amigos e se tornará um guerreiro lendário.

Num movimento de mãos, fez brotar uma nova tatuagem no peito de Ray. Uma figura em forma de coração.

- Voltará com essa marca, para lembrar que é bondoso e corajoso. Voltará também com mais um nome. Ray é muito pequeno. Terá "Vincent" como sobrenome, que significa "aquele que venceu".

Ainda imóvel, Ray apenas urrava e chorava. Sacrier, a deusa, fez uma lâmina de seu próprio sangue e desferiu um golpe mortal no peito daquele ser.

- Até mais, meu filho. Renasça e tenha uma vida de sofrimento digna de um Sacrier... e vê se consegue uma cama de pregos pra dormir!

O fôlego de vida deixou aquele corpo.

Assim como a deusa disse, após muitos anos, a alma de Ray reencarnou. Agora Ray Vincent, e com a marca no peito, ele reaparece em Incarnam, onde as almas iniciam suas novas jornadas. Daqui pra frente, uma nova história será contada.

Ei, aquele não é Otomai?

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Escrito por Filipe Cesário
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Reações 2
Pontuação : 34

Muito bom. Achei engraçado e emocionante. Mas fiquei curioso com uma coisinha:
O que aconteceu com o senhor iop e a senhora cra? (Procuraram pelo filho? Morreram de desgosto? Tiveram outro filho (a) ?)

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Pontuação : 15

Legal, eu ia contar uma história também...

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