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Boss Smasher: Beblop & Loula

Por [Ankama]WAKFU - ADMINISTRADOR - 11 Outubro 2019 - 15:00:00
AnkaTracker Notícias

Era uma vez uns Blops bem diferentes dos outros. Encalhadas nas praias de Mordidaldeia, essas pequenas criaturas gelatinosas aprenderam a cantar graças a Ardwin, o famoso ladrão de voz. Algumas delas, como Blopgang Amadeus Blopzart, levaram a música um pouco mais longe, a ponto de formarem uma verdadeira orquestra...

Ah! Ah ah! Ah ah ah ah ah aaah!

Oh! Oh oh! Oh oh oh oh oh ooooooh!

Ah aaah! Ah ah ah ah ah aaaaaah!

Ah ah ah ah ah aaaaaah!

Eh eh eh eh eh eeeee...* ♫

Blopgang Amadeus Blopzart parou de repente e deu sinal para que os outros Blops fizessem o mesmo. Ele parecia contrariado.

“Não, não, NÃO! Beblop, você está completamente fora do ritmo. O que está acontecendo, meu caro?”

O jovem Blop apenas revirou os olhos e deu um longo suspiro.

“Se estiver achando chato, pode falar!

- Está chato.”

Blopgang deu um sobressalto. Ele nunca havia sido tratado com tamanha falta de respeito. Logo ele, o ilustre compositor Blop com um talento e um ouvido inigualáveis.

“Como é??

- Está cha-tooo! Ele é surdo ou o quê? Estranho, para alguém que se vive se gabando de ter os tímpanos mais sensíveis do porto de Mordidaldeia...

- Francamente, você deve ter perdido a cabeça, meu amigo!”

Os outros mal podiam acreditar. Blopgang era, sem nenhuma dúvida, o Blob musical mais respeitado que já existiu. O talento dele era reconhecido em todo o Mundo dos Doze. Aventureiros vinham dos 4 cantos do Krosmoz (embora este último seja ovoide) para apreciar os concertos e outros corais que ele regia desde que conheceu Ardwin, o ladrão de voz.

“É que... não aguento mais esses “Ah”, “Oh” e “Eh”... Que tal trocar o disco? Já chega, a gente sabe de cor e salteado!

- Como se atreve?! O que você tem contra Aine Klaine Nartemuzik? É graças a ela que centenas de dozeanos vêm nos ver todos os dias, então tenha mais respeito, por favor!

- É só porque nunca tocamos outra coisa para eles. Pronto, falei! Já pensou em dar voz às suas tripas? Isso que você tem aí... No âmago das suas entranhas...”

Ao dizer isso, Beblop deu um tapinha na barriga. A pança tremeu como uma grande fatia de gelatina, o que fez rir os outros músicos...

“Não estou acreditando... Você acha mesmo que foi com meus intestinos que escrevi As Bodas de Figablop? E A Flauta Blópica? Será que a compus com o dedão do pé? Não! Primeiro porque, assim como você, eu não tenho dedos nem pés! E, segundo, saiba que a música Blop é uma disciplina séria e rigorosa, meu caro Beblop! Ela requer trabalho, dedicação, acordes melodiosos e coerentes, uma escala diatônica, uma escala cromática, cantos em uníssono, quartas, quintas e muito mais! Mas... o que você está escondendo atrás das costas?”

Pego em flagrante, Beblop ficou meio sem jeito. Todos os olhos estavam voltados para ele. Blopgang se aproximou do aluno e arrancou das mãos dele um instrumento estranho, parecido com uma flauta, mas muito maior e com um enorme funil na ponta.

“Que negócio é esse?

- Um Saxblophone, respondeu o jovem Blop, com a voz um tanto trêmula.

- E você acha que esse treco vai revolucionar o mundo da música Blop, por acaso? Essa é boa!

- Tsssi, tsssi-tsssi, tsssi-tsssiii!”

Blopgang se virou bruscamente. Um outro Blop musical estava arranhando uma espécie de bandeja circular de metal, levemente curvada, usando uma baqueta dotada de pequenas hastes na extremidade. Tudo isso enquanto rebolava alegremente o blop, claro...

“Mas o quê...”

Blopgang estava desconcertado. Já os outros Blops não conseguiam resistir a balançar a cabeça no ritmo, como se estivessem enfeitiçados por esse novo som.

“Vocês vão começar com essa palhaçada também?? O que é isso agora?!

- Chtong! Bolong blong chtong chtong bolong booong!”

Outro Blop havia jogado as partituras para o alto e subido em uma banqueta. De onde estava, ele podia segurar o topo do braço de um instrumento particularmente imponente. Olhando mais de perto, Blopgang compreendeu que o Blop havia simplesmente lançado um feitiço em seu violino, que triplicou de tamanho e agora estava apoiado no chão. O Blop puxava e batia com entusiasmo nas cordas para tirar delas um som grave, um tanto desajeitado.

“Infeliz! O que você fez com seu violino?? Vocês estão todos ficando malucos!!”

O outro Blop esfregou com ainda mais vigor as estranhas baquetas na bandeja circular. Já Beblop assoprava com todas as suas forças no Saxblophone e se balançava como se estivesse possuído pelo som quase sensual que saía do instrumento..

Blopgang estava simplesmente escandalizado. A música Blop estava sendo profanada. Ele tapou os ouvidos e começou a gritar de desespero. Quando, de repente...

Ski-bi dibby dib yo da dub dub! Ba-da-ba-da-ba-be blop blop blodda blope! Blop ba blodda blope!

A voz era suave e encantadora. Um canto rápido e envolvente. Inesperadamente, Blopgang sentiu um estranho calafrio lhe percorrer todo o corpo. Da ponta dos pés ao topo da cabeça... Ele estava vidrado. Loula, sua melhor violinista, se revelou ser uma cantora de primeira. Sons como ele nunca havia ouvido antes. Normalmente, os Blops só eram capazes de pronunciar sílabas.

Um estranho redemoinho se formou na barriga do maestro. Como se fossem cócegas... E essa sensação lhe fazia sentir tão leve quanto uma pena de Piu. Então, ele entendeu o que Beblop quis dizer...

Em uníssono com seu coração, as entranhas dele falaram.

Pela primeira vez em toda a sua carreira de maestro Blop, Blopgang Amadeus Blopzart apreciou a música de uma maneira totalmente diferente. Ele compreendeu finalmente que, embora as regras sejam essenciais, a espontaneidade, a paixão e até a loucura podiam tornar a música ainda mais grandiosa.

Beblop lhe havia aberto os olhos. Já Loula lhe havia aberto o coração... Graças a eles, Blopgang decidiu lançar um novo movimento musical totalmente revolucionário, permitindo, assim, que a música Blop descobrisse novos horizontes: o Beblop.

Diz a lenda que, depois que se encontraram, Blopgang e Loula fizeram muito “shebam, pow, blop, wizz”!

Blopgang Amadeus Blopzart é o seu Boss Smasher do mês de outubro! Você já sabe de cor e salteado como funciona, não é mesmo? Então, entre no ritmo e vá para Brakmar entre os dias 1o e 31 de outubro para dar uma boa lição musical nele!

*Ao som de “Eine Kleine Nachtmusik”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

Reações 3
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TUUUUDO bem, então essa história é sobre melequinhas que cantam? kkkkk ok, legal

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Cada um canta oq quer né...

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Pontuação : 64

da hr

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